Escrito por Ana Paula - 21/05/2008
Queridos amigos e amigos que fiz aqui

Estou de casa nova, e linda!
Convido todos vocês para irem me visitar no blog novo: www.blogdaaninha.com.br.
Um beijo e a gente se fala por lá.

Ana Paula Pontes
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Escrito por Ana Paula - 06/05/2008
Como é duro dizer não

Mesmo sabendo que não podemos ter o “sim” sempre como resposta para nossos filhos, não dá pra negar que dizer um “sim”, principalmente aquele que a gente sabe que eles vão vibrar, é uma delícia. Um sim pra um sorvete antes do almoço, pra dormir na cama dos pais...
Porém há momentos em que o “não” é fundamental. Seja ele como forma de educar, seja um não prudente, preventivo...
Só que dizer um não que antes era um sim dói. E muito. Principalmente quando a gente também não queria dizer aquilo.
João estava eufórico com seu passeio ao zoológico pela escola. Ele que está na fase novamente de assistir a alguns filmes há tempos esquecidos, principalmente Madagascar, estava maluco para ver o leão, a breza (a zebra, quando ele se atrapalha pra falar “daquele bicho, mãe, pintado de preto e branco), o tigre...
E o dia estava marcado. Mas chovia, muito. E a escola cancelou o passeio. Um choro e um consolo dizendo que não demoraria para o passeio acontecer...
O tempo não firmava e o passeio demorou a tempo de o outono chegar. O outono que traz dias frios e as crises de alergia do João.
Um dia antes do passeio, já imaginei que ele não poderia ir, estava supergripado, cansadinho. De qualquer forma, levei-o logo cedo ao médico. Ok, acho que foi uma forma de eu ter um cúmplice e tirar um pouco da minha culpa por ter que decidir que de fato ele não iria mais ao zoológico com a escola.
Como eu sofri pra dizer esse não para o João. Mesmo sabendo que era por sua saúde, para seu bem.
Mas, me diga, como você vai explicar à criança que todos os amigos vão, menos ele? Argumentei tudo o que pude, combinei que iríamos com os primos dele assim estivesse melhor. Mas ele queria era ir com os amigos da escola. Não consegui convencê-lo, porque eu também não estava convencida. E deixei-o nesse dia na casa da vó, sem o menor argumento para amenizar sua tristeza.
Como é difícil aceitar que na vida muitas vezes precisamos ver os nossos filhos tristes, mesmo sendo uma maneira de eles entenderem que nem sempre tudo acontece como imaginamos, e mesmo que essa chateação seja uma forma de protegermos os pequenos, muito!

Ana Paula Pontes
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Escrito por Ana Paula - 18/04/2008
Uma chance à homeopatia

Há dois meses resolvi marcar uma consulta com um homeopata. Isso porque é desesperador quando a gente começa a dar uma seqüência (em vão!) de remédios para os pequenos. Faço um esforço danado me dizendo: “Calma, é assim mesmo, não tem problema, tudo vai ficar bem”, mas parece que nem eu mais às vezes me convenço de ter essa paciência toda. Com a chegada do outono, a asma do João dá vários sinais de vida, nas madrugadas, para ser mais exata. E parece que a proporção da tosse é, no mínimo, 100 vezes maior do que realmente é. O sono vai embora subitamente e passo o resto da madrugada com a mão em cima do João, olhando-o (ainda bem!) num soninho gostoso, vendo se está respirando bem, pensando se a tosse vai voltar ou não. E as horas passam, a cidade vai acordando, escuto o barulho dos primeiros ônibus nas ruas, o dia clareia, e dá uma angústia saber que enquanto uns estão levantando da cama eu sequer preguei o olho. Por essas e outras fomos ao homeopata.
E foi tão bizarro! Não, não a consulta. Eu fui bizarra. Senti uma dor de barriga fortíssima na sala de espera. Esquisito, não? Mas tem uma explicação. Sempre tive receio de que ia chegar na frente do médico e ele iria dizer: “Pode parar com as bombinhas, remédios, e, a partir de agora, só esses”. Claro que meu sonho de consumo é ver o João sem esses remédios, mas também sei que não dá pra ser assim, tão de repente.
O médico foi uma graça. Fez com que eu repensasse uma série de atitudes “desesperadoras” em relação à asma do João, me ensinou a escutar seu pulmão e ver se realmente ele está chiando... Coisas que até então ninguém nunca havia falado para mim. Ah! também não pediu para que eu parar com tudo, como eu temia.
Enfim, já pedi para fazer os remédios e acredito que as coisas realmente podem dar certo. E só pelo fato de eu sentir que posso, sim, ter mais serenidade, elas já deram.

Ana Paula Pontes
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Escrito por Ana Paula - 14/04/2008
Não há mal em ser feliz novamente

Enquanto rola toda essa triste história da pequena Isabella, com uma chuva de informações desencontradas, opiniões de todo o canto, de todo o tipo, de acusações, de pessoas tomando partido de um e de outro, parece que o grande mal é, afinal, o casamento que não deu certo.
Eu, sinceramente, me sinto péssima em ver tamanha audiência numa fatalidade. É muito triste e difícil entender por que (se é que há) uma vida ser interrompida tão precocemente. Mas o que eu quero falar não é sobre o ocorrido, mas, sim, que simplesmente não dá para generalizar as atitudes e as pessoas.
Em primeiro lugar, não sabemos quem são os culpados, e isso tampouco mudará o que já aconteceu. Ah, sim, a justiça. OK. Ela será feita, não há dúvida. Mas a bola da vez agora parece girar em torno de casamentos desfeitos e refeitos com filhos de outras uniões.
Vamos lá. Num momento em que todo mundo prega o "ser feliz", a tal da "guarda compartilhada", a gente se depara com uma certa desconfiança para o que apelidaram de "casamentos modernos".
Eu sempre ouvi tanta coisa a respeito de crianças (infelizes) que convivem em um lar de pais que já não se amam mais, que brigam, que sofrem por ainda estarem juntos. Eu sempre ouvi tanta coisa sobre agressão a crianças em lares de "casamentos tradicionais". Infelizmente esse tipo de mal há em todo o tipo de relação, nos casamentos "modernos" ou não. E é exatamente isso que, acho, deveria acabar de verdade. Padrasto, madrasta, enteados. Essas nomenclaturas não me dizem muita coisa. São pai, mãe e filhos. Crianças precisam de um ambiente seguro, sem violência, sem disputa. O resto... ah, o resto também é julgamento e pura especulação.

Ana Paula Pontes
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Escrito por Ana Paula - 08/04/2008
Há tempo pra tudo

Pode até haver pouco tempo para tudo o que a gente gostaria de fazer com nossos filhos, para ficar com eles, para ficar com a gente mesma um pouquinho ou para não fazer nada.
Mas dá para fazer um pouco de tudo no tempo que há. Não estou levantando a bandeira de que tudo bem conciliar filho, trabalho, estudo (veja bem!!!), casa, empregada e outras tantas tarefas. Claro que é difícil. Um malabarismo atrapalhado na maioria das vezes.
Dias desses estava me “culpando” (palavra mais falada no vocabulário de pais e mães) porque fazia tempo que eu não cozinhava uma comidinha para o João – porque durante a semana ele almoça e janta na escola. Então aproveitei o sábado para fazer um almoço bem gostoso. Só que não resolveu: ele me chamava para brincar o tempo todo e eu me senti muito pior, muito mais “culpada” por ter ficado tanto tempo na cozinha e não ter ficado mais com ele.
Então é assim: a gente até tenta, mas parece que tudo vai para um caminho a fim de nos mostrar que a “culpa” sempre vai existir. E, por isso, seria melhor não dar tanta atenção para ela.
Hoje, por exemplo, foi bem gratificante. Em poucas horas, do momento que cheguei do trabalho até o instante em que João caiu no sono, consegui dar um banho fazendo farra com ele, fazer o dever de casa junto com ele, brincar de jogo da memória (que ele sempre ganha, impressionante!), colocá-lo feliz para dormir e agora estudar um pouquinho para fechar o dia.
Em quanto tempo? Poucas horas, mas isso importa? Não deveria...

Ana Paula Pontes
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Escrito por Ana Paula - 02/04/2008
Dizer Eu Te Amo

Não há um momento certo para o João me dizer “mamãe, eu te amo”. Mas é certeza de que vem antes de ele dormir, acompanhado de um abraço e um beijo. E posso acreditar que é o eu te amo mais incrível e verdadeiro que existe, porque vem de uma criança, que te olha no olho, te dá um sorriso, um abraço gostoso e dorme feliz.
E também não sei quantas vezes eu falo eu te amo para ele. E essa troca só fortalece o sentido dessa frase que escutei tão poucas vezes na minha infância.
Por que meus pais não me amavam? Não, mas porque naquele tempo parecia haver um certo constrangimento em falar um eu te amo para o filho. E eu também não falava, por mais que sentisse, como ainda é hoje, um amor imenso por eles. Vergonha, respeito. Não sei. Não sei mesmo o que bloqueava dizer um eu te amo tão bacana. E o mesmo aconteceu com muitas amigas minhas.
Acho que os pais sentiam falta de escutar e nós, de ouvir. Por isso acredito que essa relação que eu tenho hoje com o João, de não esconder os sentimentos, fará com que lá na frente ele se sinta à vontade para falar o que quiser comigo, com a certeza de que é muito amado e de que estarei sempre a seu lado. Mas se não for assim como imagino, esses eu te amo de hoje ficarão guardados na lembrança, minha e dele.

Ana Paula Pontes
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Escrito por Ana Paula - 23/03/2008
Uma páscoa pra lembrar

Imagino que daqui a um tempo essas fotos me darão uma saudade imensa. Aquela saudade gostosa. Saudade de ver um pequeno com os olhinhos ávidos pela fantasia, pela surpresa. Aquele olhar puro, de quem realmente acredita nas coisas.
Ontem, assim que o João foi dormir, fiz com guache umas pegadinhas no chão, da porta da sala até embaixo da mesa da sala, onde coloquei uma cestinha com ovos de páscoa.
Às 6h30 da manhã de hoje, ele me acordou bem assim: “mamãe, eu não acredito, vem ver, olha quem veio aqui, olha o que tem no chão, olha, mamãe”.
Isso, de fato, não tem preço. Não sei se há o certo e o errado em alimentarmos essa fantasia nos pequenos, mas isso tudo logo acaba. Vai embora. Pra nunca mais voltar. E pode ser que no ano que vem ele já não acredite que aquele “coelho bagunceiro, que sujou toda a sala com suas patinhas” realmente exista.
Mas imagino que esses momentos não somente nós, adultos, guardamos na lembrança, as crianças também levam isso pela vida. Eu me lembro de sair correndo na busca dos ovinhos que minha mãe escondia. Lembro de acreditar muito naquele coelhinho peludo. E dá saudade! Imagino que minha mãe também sinta muita saudade daquele tempo em que eu e minha irmã éramos pequenas.
E eu desejo que o João e todas as crianças lembrem desses instantes com grande alegria. E que não deixem de acreditar. Na vida. Nas pessoas. Nas coisas. Porque ter fé é algo que com facilidade deixamos pra trás durante o curso da nossa vida.
Uma linda Páscoa pra todos vocês!

Ana Paula Pontes

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Escrito por Ana Paula - 12/03/2008
Bagunça de criança

Criança apronta mesmo, não tem jeito. Você educa, ensina, conversa, fala... Mas acho que algumas atitudes já fazem parte da infância, e até são necessárias. E, querendo ou não, muitas vezes são impossíveis de evitar. Valem também para o álbum de recordações da nossa memória.
João, entre alguns gostos diferentes, adora tubarão! Sim, ano passado, na escola, por exemplo, cada criança escolhia um animal que se identificasse, e ele foi o tubarão por um ano.
Semana passada, ele ganhou de uma amiga um brinquedo bacana. Um tipo de plástico (mole) que, dentro, tinha água, brilhos e... tubarões. Eu mesma adorei ficar brincando e derrubando o brinquedo escorregadio no chão. A falta da foto para ilustrar que brinquedo é esse explico agora.
Eu estava no computador de casa, e o João na mesinha dele desenhando. De repente, ouvi um barulho de água caindo no chão. Olhei para trás e o João me mostrou a tesourinha na mão. Claro, a curiosidade e o bacana para ele era tirar os tubarõezinhos de lá.
Não dei bronca. Não rolou! Caí na gargalhada, porque a cara de espanto dele era tamanha que, ao mesmo tempo em que tinha percebido ter estragado o brinquedo, estava encantado em poder pegar os quatro tubarões de dentro.
É isso. Tem horas não dá pra levar tudo tão a sério. Basta sabermos em que momento podemos ser maleáveis. Afinal, eles crescem, e talvez essa tesourinha em busca dos tubarões não seja mais tão importante daqui a um tempo para ele. Por isso, temos que aproveitar. Até esses momentos de peraltice!

Ana Paula Pontes

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Escrito por Ana Paula - 27/02/2008
Piolhos

Numa dessas consultas com o pneumologista do João, há três semanas, vi o pai dele olhar assustado para mim, para a camiseta do João, para os cabelos do pequeno e percebi que procurava alguma coisa ali.
E eu tentando prestar atenção e entender tudo ao mesmo tempo. O que o médico falava, o que o pai do João queria dizer e o que era aquela cena de busca na cabeça da criança.
Piolhos!
Como assim?
Claro que estava preocupada com a pneumonia do João, mas aquela história dos piolhos me arrepiou.
Fiquei pensando como podiam aqueles bichos terem se instalado em sua cabeça, que está sempre limpinha. Bobagem! Piolhos não são sinônimo de falta de higiene.
E eram muitos. Imagine só aquela cabeleira toda que o João tem. Um prato cheio para esses insetos.
OK. Existem xampus e medicamentos específicos para tratar o caso, mas, como o João é superalérgico, resolvi não arriscar e optei pelo tratamento na base da retirada manual e um cortinho nos cabelos do pequeno (foto) para facilitar a vida.
Eu, que nunca tive piolho e sempre tinha feito questão de olhar o assunto com uma certa distância até então, precisei pôr a mão na massa (mas, confesso, foi de arrepiar). Com toda a paciência do mundo – menos a do João, claro, que ficou irritadíssimo –, passei um pentinho fino para tirar as lêndeas, que são os ovinhos que depois se transformam em piolhos (ou pediculose – nome médico dado a essa infestação).
Missão cumprida.
E valeu pela experiência de deixar a vergonha (outra bobagem) de lado, chamar o cabeleireiro num canto (há 2 dias eu tinha ido acertar o corte do João, e o moço achou que eu tinha voltado porque não tinha ficado bom) e dar uma ligadinha básica na escola para alertar sobre o ocorrido.

Ana Paula Pontes

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Escrito por Ana Paula - 15/02/2008
Amor de pai no trabalho

Que toda mãe é babona, todo mundo já sabe. São mil fotos espalhadas pela mesa ou grudadas no computador, uma conversinha no café pra falar com todo o orgulho dos príncipes e princesas, e-mails enviados com as últimas fotos dos ilustres e por aí vai.
Porém, aqui vou falar de um amor expresso, às vezes, de uma forma mais contida, mas que nem por isso perde a sua grandeza: o amor de pai.
É uma delícia entrar nas salas de alguns pais aqui no trabalho. A gente se depara com porta-retratos, uma fotinho meio escondidinha, um desenho, um rabisco, um carinho. E o ambiente muda de ar imediatamente e torna-se um lugar familiar, com aquela energia bacana que só criança tem.
É um pouquinho da família ali, no local de trabalho, num momento em que você olha aquela carinha e pensa “tudo bem, tudo vai se resolver, tem alguém me esperando em casa”.
O mais interessante é quando, no meio do corredor, vejo um cidadão um tanto preocupado com pautas, fechamentos, contas, mas, ao perguntar sobre aquele pequeno ou pequena, o sorriso chega fácil. E a expressão no rosto se transforma.
Por vezes também os vejo falando com seus colegas sobre os filhotes doentinhos, a escola, os primeiros passinhos, os dentinhos, com aquele mesmo orgulho que nós, mães, falamos dos nossos pequenos.
E, então, percebo que de uma forma diferente eles também sofrem, babam, curtem e adoram falar de seus filhos.

Ana Paula Pontes

foto: da mesa de um pai da revista Galileu



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Escrito por Ana Paula - 06/02/2008
Presente bacana

Se tem uma coisa que me dá pânico é ver um monte de brinquedos esquecidos pela casa. Quando percebo que João deixou de brincar com o que quer que seja por algum tempo negocio com ele. Ou eu guardo ou doamos a outra criança. Embora ache mais louvável a segunda opção, que nem sempre é fácil pôr na cabecinha do pequeno, mas acho importantíssima essa atitude logo cedo, a primeira também é bacana.
Isso porque depois de algum tempo aquele brinquedo guardado ganha ar de novidade. De tempos em tempos, abrimos o maleiro do quarto e abro para ver o que guardamos. Aí a seleção fica mais fácil, porque alguns realmente não são mais interessantes, mas outros (a maioria, o.k.!) são vibrados por “serem encontrados”.
Também me policio nos presentes. São raros os que vêm fora de alguma data (aniversário, dia da criança, natal), embora a tentação seja grande quando vejo um carrinho, um caminhão (já guardei um por meses até dar para ele). Acho muito gostoso a criança ter desejo e saber esperar o momento em que esse possa ser realizado. Penso que é algo que vale pela vida toda, e as coisas ganham muito mais valor por serem desejadas de fato.
No aniversário do João, queria dar um brinquedo diferente. Fugindo das pistas de carros, trenzinhos. Agora em que ele já reconhece algumas letras, escreve seu nome e lê os números, vi esse suporte (foto) numa loja de brinquedos educativos em que há duas lousas. Uma para ser usada com giz (quase impossível para um asmático, mas tudo bem!), outra, branca, para ser escrita com caneta, e um rolinho de papel para pintar com guache, canetinhas, lápis de cor. Além de ficar bem organizadinho o “espaço artista”, incentiva a criança no aprendizado e na criatividade.
Neste feriado, João pintou o sol, a nuvem preta com a chuva (azul) e o nosso prédio (amarelinho). Então anotamos a data, deixamos secar e guardamos (haja espaço!).
Um presente bacana. Imagino que João vá aproveitar por bastante tempo.

Ana Paula Pontes
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Escrito por Ana Paula - 30/01/2008
Aniversariantes dos meses de férias

Até um tempo atrás eu não entendia muito bem o chororô de alguns amigos que fazem aniversário em dezembro, janeiro ou julho. A maioria deles diz que detesta o dia do aniversário, porque tem "trauma" de infância por conta de não ter os colegas por perto na data tão esperada.
João é do mês de janeiro. Então passei a ser solidária a eles.
Fui sentir na pele mesmo o quanto é complicada essa situação no ano passado, em que fiz uma festinha em casa para o João.
Mas não expliquei nada ao pequeno sobre essa dificuldade de reunir os colegas, pois imaginei que, como faria 3 anos, não tivesse assim um vínculo tão grande com os amigos da escola a ponto de ficar chateado com a ausência deles.
Chateado? Nada. João ficou mesmo frustradíssimo.
Resolvi, então, fazer uma festinha na escola um mês e meio depois para tentar amenizar a chateação dele. Quer dizer, a minha. Ele (acho) já devia até ter se esquecido do episódio. Eu não.
Ele amou a festinha na escola, e eu fiquei aliviada.
Pensei em ter encontrado ali uma fórmula para os próximos aniversários. Bobagem!
Fórmulas, regras. Tudo isso com criança é de fato uma bobagem.
Por quê?
Porque eles nos surpreendem, porque eles crescem e são inteligentes. E a gente precisa entender de uma vez por todas que nunca é tão cedo para um papo franco, mesmo que seja necessário repeti-lo por meses a fio.
E foi assim este ano.
Desde o fim de novembro vinha falando sobre o aniversário com ele. Dizendo que é um mês de férias, que os amigos da escola viajam, mas os primos estariam por aqui. Perguntei se ele queria uma "pizza" (não toquei no termo "festa", veja bem!) em casa e, quando as férias terminassem, faríamos uma festa na escolinha.
Perto do dia do aniversário, João disse que queria uma festa em casa. Pirei. Repeti toda a história novamente. E ele respondeu que já sabia que os amigos não viriam, mas que queria os primos, os avós, os tios, e seria uma festa legal, com bexigas, bolos e pizzas.
E foi. Diferentemente do ano passado, o pequeno estava realizado e "entendeu" a ausência dos amigos da escola.
Aniversário feliz. Missão cumprida (ao menos neste ano).

Ah, meu sumiço aqui explica-se por uns dias de férias, que contarei um pouquinho nos próximos posts.

Ana Paula Pontes
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Escrito por Ana Paula - 11/01/2008
João faz 4 anos

"Mamãe, eu já tenho 4 anos." Foi com essa frase que fui acordada hoje, com um sorriso gigante do João.
Ontem, ele foi dormir ansioso ao saber que hoje era seu aniversário. E que faria... 4 anos. "Muito", segundo ele.
Saiu pela casa todo feliz medindo sua altura nos móveis, janelas, portas, para ver o quanto tinha crescido. E ainda soltou: "Já tenho até pelinhos na perna. Olha, mãe".
E tem mesmo. Ai, meu Deus. João está crescendo.
Como passa. Tão rápido.
Sempre em seus aniversários é inevitável a retrospectiva que faço do dia do seu nascimento.
Lembro daquele barrigão que eu adorava desfilar.
Lembro de ter chorado muito na noite anterior ao parto. Por quê? Primeiro, porque era um ciclo que estava acabando (e eu adorava estar grávida); segundo, porque estava um tanto frustrada de não poder ter o João de parto normal; terceiro, porque estava morrendo de medo do parto.
Lembro da minha chegada trêmula à maternidade, da minha voz trêmula, da minha espera na tal salinha de pré-parto. Ai, essa salinha.
Estava tão nervosa que, quando foram me buscar de cadeira de rodas, eu falei: "Não. Vou bem andando". Quanta grosseira com aquelas fofas enfermeiras que me acalmaram depois.
O parto foi rápido, tranqüilo. Uma diferença enorme do que imaginava ser.
E João nasceu. Às 11h em ponto do dia 11 de janeiro de 2004. Um lindo dia de sol. Exatamente como hoje, aqui em São Paulo.
Nostalgia?
Sim. Mas é uma delícia reviver esse dia tão iluminado. E imagino que eu vá lembrar disso para sempre, quando ele tiver 10, 20, 30 anos. Quando for adolescente. Quando entrar na faculdade. Quando estiver casando.
E todo ano há vários momentos e pérolas que marcam a idade do João.
Este, os seus 4 aninhos, já começou marcado por seus ralos pelinhos na perna.

Ana Paula Pontes
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Escrito por Ana Paula - 08/01/2008
É tudo novo, de novo!

Feliz 2008.

É bom termos essa pausa para um novo ano.

Recomeçar. Renovar. Repensar!

Depois que o João nasceu, e acho que vários pais e mães também têm essa sensação, eu me renovo quase todo dia, por meio de suas descobertas, perguntas, alertas. E isso é bom.

Acho que é uma compensação (maravilhosa, aliás), porque os fins de ano também mudaram bastante, ao menos lá em casa. Antes, eram mil simpatias, superstições, pensamentos. Aquela coisa toda que a gente pede no momento em que o relógio aponta meia-noite.

Esse finzinho de 2007, por exemplo, foi tanta brincadeira, correria e um susto (claro! sempre ele, até no último dia do ano), que o novo ano chegou num piscar de olhos! Mil fogos, um choro (é, João ainda não gosta daquela barulheira toda), um brinde, uma uva (pelo menos ela, vai!), um bumbum a ser limpo e cama. O mocinho estava pregado.

Aí voltei à comemoração com a família. E, só na hora em que botei a cabeça no travesseiro, me lembrei: "Ah, é. O pedido. Muita saúde para o João...". Foi o que deu tempo de pedir antes de cair dura de sono.

E isso não tira em nada o mérito de toda aquela delícia que é o clima de fim de ano. Do Natal.

Ah sim, o Natal. João ficou surpreso quando viu sua bike embrulhada para presente. E dizia: "Nossa, como o Papai Noel embrulhou isso tudo?". Nem eu sei como consegui. Mas a gente dá um jeito, né? E ele, cuidadosamente, tirava uma fita adesiva por vez.

Sim, o susto do Réveillon. Algo um tanto engasgado na minha garganta (mas a empresa ficou de me passar uma posição do que ocorreu). Uma pilha novinha (e de boa procedência) superaquece e solta um líquido fervendo num carrinho novo e queima (pouco) a barriga do João.

Como não poderia deixar de ser, uma ligaçãozinha básica para o pediatra no último dia do ano.

E tudo acabou bem. Como sempre deve ser.

Muita energia para todos nós!

Ana Paula Pontes
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Escrito por Ana Paula - 21/12/2007
Gostoso relembrar!



Aniversário, Páscoa, festa junina, Bahia, praia, dia da criança, parque, primos, avós, amigos, pai, mãe. Brincadeiras, expectativas, emoções (sustos), amadurecimento.
Sorrisos, abraços, carinho, amor!
Com um pouquinho de tudo isso foi feito o meu ano ao lado do meu pequeno e das pessoas que amo. E é nesse clima, de muito sorriso e felicidade, que eu desejo a todos vocês um Natal muito iluminado e um novo ano cheio de alegria e paz no coração!
Um beijo e a gente se vê em 2008.

Ana Paula Pontes
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Sobre o Blog  

Aqui, no Blog da Aninha, vou contar tudo o que acontece nessa jornada incrível que é ser mãe, as angústias de não acertar sempre e a imensa felicidade de curtir, junto com ele, as descobertas de um mundo que até então eu também não conhecia.

 
Ana Paula Pontes é formada em Comunicação Social.
e trabalha no site da revista da Crescer. Desde 2004, ser mãe começou a fazer parte da sua vida e trouxe o prazer de viver um encantado, adorável e engraçadíssimo caminho na criação do pequeno João Marcelo.
apontes@edglobo.com.br
 


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